terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

UM DIA DE CARNAVAL - meu mar!

Enquanto houver um mar revolto e gaivotas brincando com o vento
haverá um sonhos por cumprir e uma esperança por florir.
Como ventre prenhe de energia assim o mar! Em todo o seu vigor, em tida a sua pujança,
em toda a sua rude beleza. Um imenso lençol branco de magia!
No teu seio onde deposito todas as mágoas, toda a tristeza.
Nas ondas espessas desse teu corpo verde e branco onde escondo
o meu EU mais profundo e mais ferido.
Quero perfumar.me com este dom que a natureza marinha me traz.
Quero impregnar-me de salpicos de ondas salgadas e iodo. De rochas e algas.
A basta cabeleira de Neptuno, branca, gloriosamente branca, vem até ao mundo dos homens.
Perdemos os olhos da magia para o vermos, mas...Ele está lá...
No teu eterno vai e vem leva para longe ou desfaz contra os rochedos
a quem entregas o teu corpo de espuma, a mágoa, a injustiça, a crueldade.
Oh meu mar encapelado, transforma-me numa onde de alva espuma!

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